Moto Morini Coguaro: nova enduro com 34 cv apresentada
Mais uso diário no conceito todo-o-terreno da Kanguro 300
Um nome conhecido está de volta, desta vez com o monocilíndrico da Kanguro 300 e mais atenção ao uso diário, ao passageiro e à bagagem. Soma-se a isso uma roda de 21 polegadas à frente e longos cursos de suspensão. Assim posiciona a Moto Morini a nova Coguaro.
Nos anos 1980, a Moto Morini já tinha uma Coguaro com 350 ou 500 cm³. A enduro de estrada da época combinava uma roda dianteira de 21 polegadas com um conceito que, segundo o fabricante, devia reunir longas etapas, manuseio descomplicado e aptidão para o uso diário. Na EICMA, a marca apresenta agora uma nova Coguaro. Ela retoma essa ideia e pretende também atrair motards que queiram sair do asfalto sem optar logo por uma moto todo-o-terreno especializada.
Moto Morini Coguaro: 34 cv de um monocilíndrico
No que toca ao motor, a Moto Morini aposta na plataforma da Kanguro 300. O monocilíndrico a quatro tempos, refrigerado a líquido, com distribuição DOHC, tem exatamente 292,4 cm³ de cilindrada. O diâmetro é de 78 mm, o curso 61,2 mm e a taxa de compressão 11,5:1. Segundo o fabricante, estão disponíveis 34 cv ou 25 kW às 9.000 rpm, bem como 27 Nm às 8.500 rpm. O motor cumpre a norma Euro 5+, e a velocidade máxima indicada pela Moto Morini é de 145 km/h. Assim ficam definidos os dados técnicos essenciais, enquanto a Coguaro deve distinguir-se da Kanguro sobretudo pela sua orientação.
Coguaro com traseira reforçada e depósito deslocado
O parentesco mantém-se também no conceito de chassis. A Moto Morini utiliza a base da Kanguro 300, mas torna a Coguaro mais versátil e menos especializada. Para isso, a parte traseira do chassis é reforçada, para facilitar o transporte de um passageiro ou de bagagem. O chassis principal é construído em aço cromo-molibdénio e combina duas longarinas superiores com uma construção de berço fechada. Também o braço oscilante soldado, com os seus perfis retangulares, é fabricado em aço. Para estes componentes, o fabricante aponta a simplicidade e a robustez como critérios de escolha.
O depósito com capacidade de 14 litros desloca-se para a frente. Segundo a Moto Morini, isso deve tornar o assento do piloto mais confortável e acessível, além de alterar a distribuição de peso. A altura do assento situa-se nos 845 mm, e o peso em seco nos 160 kg. Importante para o devido enquadramento: trata-se expressamente do valor de peso em seco indicado pelo fabricante. A Coguaro mede 2.240 mm de comprimento, 905 mm de largura e 1.405 mm de altura. A distância entre eixos é de 1.465 mm. As alterações na traseira e no depósito reforçam a intenção de cobrir, além das saídas ao todo-o-terreno, também o uso diário.
Moto Morini Coguaro: 230 mm de curso e ABS off-road
À frente mantém-se a roda de 21 polegadas, coerente com a história do nome, enquanto atrás é usada uma roda de 18 polegadas. Como dimensões dos pneus, a ficha técnica indica 80/100-21 e 120/80-18. Uma forquilha telescópica convencional, com 37 mm de diâmetro das barras, oferece 230 mm de curso. Atrás trabalha um amortecedor central de ligação progressiva com sistema Pro-Link, também com 230 mm de curso. A isto soma-se uma altura ao solo de 255 mm. Com isto, a Moto Morini persegue o objetivo de facilitar a entrada na condução em todo-o-terreno com uma moto fácil de utilizar, preservando ao mesmo tempo a versatilidade na estrada.
A travagem à frente é feita com um disco de 295 mm e uma maxila de dois pistões. Na roda traseira encontra-se um disco de travão com 255 mm de diâmetro. No modo off-road, o ABS é desativado. A combinação de rodas grandes, cursos longos e ABS desativável faz assim parte do conceito técnico, enquanto a Moto Morini pretende tornar a Coguaro, no geral, acessível a um público mais vasto do que a Kanguro.
Coguaro: foco na América do Sul e na Ásia
A nova enduro faz também parte da estratégia internacional de crescimento da Moto Morini. Como mercados-alvo principais, a marca aponta a América do Sul e a Ásia. É precisamente aí que o fabricante vê potencial para motos de pequena cilindrada e roda dianteira de 21 polegadas, capazes de proporcionar tanto mobilidade diária como saídas fora dos caminhos conhecidos. A Coguaro partilha o espírito de descoberta da Kanguro, mas, devido ao seu posicionamento diferente, deverá conquistar novos compradores e responder a diferentes necessidades de utilização. O nome histórico fornece, assim, a ligação à própria história do modelo.
FAQ sobre a nova Moto Morini Coguaro
Que motor tem a Moto Morini Coguaro?
Utiliza um monocilíndrico a quatro tempos, refrigerado a líquido, com distribuição DOHC, proveniente da plataforma de motores da Kanguro 300. Tem 292,4 cm³, rende, segundo o fabricante, 34 cv às 9.000 rpm e fornece 27 Nm às 8.500 rpm.
O que distingue a Coguaro da Kanguro 300?
A Moto Morini posiciona-a de forma mais versátil e menos especializada. A traseira reforçada do chassis está preparada para passageiro ou bagagem, e o depósito deslocado para a frente deve tornar o assento do piloto mais confortável e acessível.
Que rodas e cursos de suspensão oferece a Coguaro?
À frente são usadas 21 polegadas, atrás 18 polegadas. O curso de suspensão é de 230 mm em ambos os eixos, e a altura ao solo de 255 mm. No modo off-road, o ABS é desativado.
Qual a altura e o peso da Moto Morini Coguaro?
O fabricante indica 845 mm de altura do assento e 160 kg de peso em seco. O depósito tem capacidade para 14 litros.